sábado, 28 de agosto de 2010

O Novo Testamento e o povo de Deus - Origens Cristãs e a Questão de Deus, vl.1

Este maciço empreendimento lança as bases epistemológicas, literárias e históricas para a série de N.T. Wright em seis volumes ( “The New Testament and the People of God” , “Jesus and the Victory of God”,”The Resurrection of the Son of God”, “Paul and the Faithfulness of God”, “The Gospels and the Story of God”, “The Early Christians and the Purpose of God”) , intitulada “Origens Cristãs e a Questão de Deus”. De tirar o fôlego em seu escopo e inovador em sua metodologia, “Novo Testamento e o povo de Deus” é uma leitura obrigatória.

Wright começa lidando com o problema intrincado da hermenêutica (sentido lato) e autoridade, afirmando que a teologia deve ser trabalhada em conjunto com a história e crítica literária. Ele reconhece, porém, que a epistemologia deve ser tratada em primeiro lugar. Epistemologicamente, Wright não só rejeita o positivismo ingênuo que imagina que os textos e os eventos podem ser interpretadas "objetivamente", mas também o fenomenalismo subjetivo que prejudica o discurso público. A meio caminho tomado por Wright é a do realismo crítico [concebe que ainda que o que é apreendido é mediado por condicionamentos diversos, é possível captar algo da realidade objetiva; contudo, tal captação é imperfeita e parcial - nota do Tradutor]: considerando que a observação inicial deve ser contestada pela reflexão crítica, no entanto, é possível captar algo da realidade. Embora não advogando o pós-modernismo, no entanto, Wright, na forma pós-moderna boa, toma muito das histórias como janelas para visões de mundo.

A análise literária que Wright usa é uma versão modificada de análise da narrativa de A.J. Greimas, mapeando as seqüências iniciais, seqüências tópicas, e as seqüências finais das histórias bíblicas. Usando esta ferramenta, no contexto do realismo crítico, Wright propõe-se estudar as visões de mundo antigas, o espírito, objetivos, intenções e motivações. Ele é rápido para acrescentar que esta é a disciplina do estudo histórico, e não a especulação psicológica.

Wright rejeita abordagens ingênuas da autoridade das Escrituras, incluindo os termos do debate popular sobre quais aspectos são "culturalmente condicionados", e que são "eternamente verdadeiros", pois afinal: "Tudo do Novo Testamento é "culturalmente condicionado"(p. 20). O modelo de autoridade que Wright propõe é melhor ilustrado como "uma peça de Shakespeare, cuja maioria do quinto ato foi perdido" (p. 140). Os atos de 1 a 4 incluem a Criação, Queda, Israel, e Jesus; o quinto ato é trabalhado em si mesmo de uma forma consistente com os quatro primeiros.

Wright, em seguida, passa a traçar a visão de mundo do judaísmo do primeiro século (ou judaísmos), considerando os seus símbolos: Templo, Terra, Torah, e a identidade racial. Esta visão é explicada em crenças de Israel centrais do monoteísmo “criacional”, eleição e escatologia, entendida em um contexto de aliança. Mas o que é inovador sobre o tratamento de Wright do judaísmo do primeiro século é o seu ponto de partida na turbulência política da época e não em questões abstratas das verdades eternas. Antes mesmo de tentar fazer uma descrição dos fariseus, essênios e os saduceus, Wright descreve a luta da história de Israel contra os opressores imperiais da Babilônia a Roma, com especial atenção para a revolta judaica. Ele escreve:
Qualquer sugestão, ainda que por implicação, que os judeus levavam despreocupadas vidas de lazer para discutir os pontos mais delicados da teologia dogmática deve ser rejeitada. A sociedade Judaica enfrentou grandes ameaças externas e os principais problemas internos. A questão, que pode significar ser um bom e leal judeu, esteve pressionando as dimensões sociais, econômicas e políticas, bem como os culturais e teológicas .... As necessidades prementes da maioria dos judeus do período teve a ver com a libertação - da opressão, da dívida, de Roma. Outras questões, sugiro, foram regularmente vistas a esta luz. A esperança de Israel, e da maioria dos grupos de interesses especiais dentro de Israel, não era para felicidade pós-morte desencarnada, mas por uma libertação nacional que atenda às expectativas despertadas pela memória e celebração regular, do êxodo e, por outro lado mais próxima, a história dos macabeus. Esperança focada na vinda do Deus de Israel (pp. 169, 170).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Antigos Textos para o Estudo da Bíblia Hebraica : um guia para a literatura de pano de fundo

Ancient Texts for the Study of the Hebrew Bible: A Guide to the Background Literature

Kenton L. Sparks.  Peabody, Mass.: Hendrickson, 2005.

resenha por John L. McLaughlin    
                   University of St. Michael’s College
                   Toronto, Ontario, Canada

A Bíblia Hebraica não representa mera coleção de livros, mas uma impressionante gama de gêneros literários. Para iluminar completamente a história e a cultura do Antigo Testamento, é necessário comparar esses escritos antigos com os textos semelhantes, escritos simultaneamente, por vizinhos de Israel. Começando com uma visão geral dos arquivos literários importantes do antigo Oriente Próximo, Sparks fornece referências exaustivas às contrapartes literárias antigas aos gêneros mais importantes da Bíblia Hebraica. Examinando os escritos antigos encontrados em todo o Egito, Mesopotâmia, Anatólia e Palestina, Sparks fornece um breve resumo de cada texto discutido, traduzindo trechos breves e ligando-os literariamente a similares passagens bíblicas.

Explorando mais de 30 gêneros de literatura de sabedoria, hinos, poemas de amor, rituais, profecias, apocalípticas, novelas, lendas épicas, o mito, a genealogia, história, direito, tratados materiais epigráficos, e outros, oferece um guia exemplar para o ambiente literário fértil no qual os escritos canônicos estão envolvidos. Enriquecido com material bibliográfico, este catálogo inestimável permite ao leitor localizar não somente os textos publicados nas suas originais línguas antigas, mas encontrar traduções adequadas em inglês, somando comentários sobre os textos antigos. Uma série de índices úteis completa este excelente recurso. Proporciona aos alunos uma introdução aprofundada a literatura do antigo Oriente Próximo – e poupando tempo aos estudiosos com uma admirável ferramenta de atualização da pesquisa - vai-se tornar um programa padrão para uma infinidade de cursos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Paixão de Jesus: História relembrada ou profecia historicizada?



A época da Páscoa de 1995 foi introduzida com mais um livro sobre Jesus de John Dominic Crossan, um dos mais interessantes e talentosos escritores de língua inglesa do mundo. A obra de Crossan Who Killed Jesus?” [ no Brasil, "Quem matou Jesus?" pela editora Imago] é certeza de comandar, assim como seu The Historical Jesus [ no Brasil,"O Jesus Historico -a vida de um Campones Judeu do Mediterrâneo", pela editora Imago]  , uma grande dose de atenção no nível popular [1]. Mas o livro também levanta muitas questões no tocante ao método e os pressupostos no que diz respeito aos estudiosos.

O objetivo principal do livro é fazer com que fique enfaticamente claro para os leigos e não-especialistas o que os estudiosos bíblicos têm reconhecido na maior parte do século XX: Os romanos, não o povo judeu, foram os principais atores na execução de Jesus. Nisto reside o apelo popular do livro. Crossan explica que a participação judaica na morte de Jesus foi limitada a alguns dos aristocratas sacerdotais que, quando ofendidos e / ou ameaçados por declarações e atividades de Jesus em Jerusalém, alguns dias antes da Páscoa, entregaram-no a Pôncio Pilatos, o prefeito romano da Judéia.

Em tempos mais recentes os estudiosos têm justamente reconhecido a apologética no trabalho em que os próprios Evangelhos, escritos durante um período de ameaças romanas, tentaram colocar as autoridades romanas na melhor luz possível (ou seja, Pilatos apenas relutantemente concordou em executar Jesus) e enfatizar a responsabilidade dos sacerdotes no poder e os membros do Sinédrio. Essa apresentação ajudaria a proteger os cristãos, num mundo romano hostil, das acusações de promoverem a fidelidade a um inimigo do estado. Com efeito, os cristãos podem responder: “Sim, oficialmente Roma fez executar Jesus, mas era realmente a liderança judaica que trouxe a execução sobre Jesus, porque ele tinha a criticado". Desta forma, os primeiros cristãos quase podem ficar do lado de Roma, o que seria muito desejável, tendo em vista a sangrenta guerra travada entre judeus e romanos em 66-70 d.C.

O que faz esta apresentação de Crossan tão distinta desta conclusão de outra forma nada excepcional, é a sua confiança no "Evangelho de Pedro", um evangelho não-canônico que as principais correntes de acadêmicos datam para o segundo século, e consideram como sendo secundário aos Evangelhos canônicos [2]. Contrariamente a esta opinião mantida amplamente, Crossan afirma que Pedro é o mais antigo evangelho, a primeira tentativa conhecida para transformar profecias messiânicas do Antigo Testamento em história sobre Jesus. A história da paixão do Evangelho não é "história lembrada", enfatiza Crossan, mas "profecia historicizada".

Ele sustenta ainda que os quatro evangelhos canônicos são dependentes de "Pedro" [3]. Esta é a parte do livro de Crossan que é a menos convincente, e, infelizmente, ocupa a maior parte do livro. O valor salutar do livro (ou seja, o argumento de que o povo judeu não assassinara Jesus) desaparece de vista, o leitor é tributado com uma defesa prolongada da antiguidade e da prioridade de um evangelho apócrifo atribuído a Pedro sob pseudônimo. Por que Crossan faz isso?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um Comentário sobre o Evangelho de Mateus

Keener, Craig S.
A Commentary on the Gospel of Matthew
Grand Rapids: Eerdmans, 1999.

resenha por Douglas R. A. Hare


Durante a década de 1960 e 70 havia uma escassez de atualizados e abrangentes comentários sobre Mateus adequados para o trabalho acadêmico com estudantes de seminário avançados e universitários. A nova onda começou com Robert Gundry em 1982, seguido pelo comentário de três volumes de W.D. Davies e D.C. Allison e a contribuição de D. Hagner no volume 2. Agora, na virada do século, Craig Keener produziu um comentário acadêmico cuidadoso, de 1000 páginas, que será muito útil para seminários sobre Mateus, apesar de que seu alto preço dificultará muitos estudantes de comprá-lo. [ nota do blog: usado é pra isso, hehehe - é como eu faço].

Na "Introdução", Keener declara sua intenção: apresentar uma análise dos contextos sócio-históricos de Mateus e de suas tradições e, unidade por unidade, sugestões sobre as exortações do evangelista (com propostas relativas à sua relevância atual). Devido à sua preocupação com a literatura e o contexto histórico, ele é assíduo na prestação de referências a literatura greco-romana, onde existem paralelos, ainda que muitas vezes conclui que as semelhanças são muito remotas para serem relevantes. Referências a fontes judaicas contemporâneas e, posteriormente a literatura rabínica, também são extensas.

Keener refere-se ao evangelista como um biógrafo da diáspora que é influenciado por modelos pagãos contemporâneos dele. Mateus, argumenta ele, é conservador no seu uso de suas fontes, o ônus da prova recai sobre aqueles que negam a autenticidade histórica do Evangelho e de seu conteúdo. Ele inclina a atribuir o Evangelho ao discípulo Mateus, mas admite que a segurança é impossível. Ele defende uma data após 70 d.C. O debate intramuros/extramuros, ele propõe, é basicamente redutível à semântica; os cristãos judeus que constituíam a audiência primária de Mateus apresentavam estruturas distintas das sinagogas, mas agarraram-se à sua herança judaica, o que significa que permaneceram membros de suas comunidades da sinagoga local. Gentios convertidos deveriam adotar alguns elementos da cultura judaica.

sábado, 22 de maio de 2010

Escritura, Cultura e Agricultura: Uma Leitura Agrária da Bíblia

Scripture, Culture, and Agriculture: An Agrarian Reading of the Bible
Cambridge: Cambridge University Press, 2009.


de Ellen F. Davis


P.S. Recomendadíssimo!!! Observação: Confiram a Agricultura Familiar no Censo Agropecuário 2006


Resenha por Philip F. Esler
Originalmente publicada na Review of Biblical Literature




Para quem acredita que o Antigo Testamento é uma voz poderosa em prol da nossa utilização sustentável dos recursos do planeta (o que alguns negam), mas está insatisfeito com as tentativas atuais para demonstrá-lo (por exemplo, a muita desgastada idéia de “mordomia”), o livro de Ellen Davis: Scripture, Culture, and Agriculture: An Agrarian Reading of the Bible – “Escritura, Cultura e Agricultura: Uma Leitura Agrária da Bíblia” é sua resposta. Este é um trabalho recente e triunfantemente bem sucedido da acadêmica sobre a questão muito importante da nossa relação com a terra, que permite uma vasta varredura do Antigo Testamento para dar vazão à sua inteligência profunda e entranhados insights morais que sempre estiveram disponíveis se apenas alguém perguntasse as perguntas certas.


Na pesquisa como na vida, a sorte favorece os audazes. De uma maneira estreitamente aparentado com o trabalho dos críticos que utilizam deliberadamente as áreas das ciências sociais como estrutura heurística para o trabalho com a referida questão nos textos bíblicos em formas inovadoras e socialmente realistas, Professora Davis voltou a teoria agrária, tipificada no trabalho de Wendell Berry (que escreveu um prefácio para este volume) e outros escritores, como Wes Jackson e Bruce Colman. Uma abordagem agrária insiste em que nos foi dada a terra para cuidar, numa atitude de reverência e humildade diante dela. Ela traz à tona a importância de nossa conexão com a memória de determinadas localidades das quais tiramos o sustento de que necessitamos.


Acima de tudo, salienta que devemos utilizar a terra de forma sustentável, para não comprometer os seus meios de sustentar-se. Ela define o ideal de pequenas propriedades intimamente ligadas com a terra e da agricultura de uma forma diversificada em nítido contraste com a agricultura em larga escala industrial do agronegócio, altamente dependente de fertilizantes e monocultura, diminuindo sem remorsos os níveis de nutrientes na terra e levando ao despovoamento das zonas rurais. Como afirma Davis em sua primeira frase, "agrarianismo é uma maneira de pensar e de ordenação da vida em comunidade, que baseia-se na saúde da terra e dos seres vivos". Agrarianismo é uma perspectiva para a tarefa de exegese, não é um método distinto.


O ponto de conexão particular (extremamente rico) entre idéias agrárias e o Antigo Testamento é que seus textos, de forma abrangente assumem um cenário agrícola, onde os pequenos agricultores em terras dificultosas e frequentemente marginais da região montanhosa da Judéia tinham que trabalhar em estreita harmonia com os ciclos e ritmos da natureza para sobreviver. Além disso, a relação dos antigos israelitas para com Deus pressupõe a sua concessão da terra enquanto permanece de pé seu uso adequado. Uma das características mais impressionantes do livro é o quanto do texto de Davis refere-se a essa configuração e essa perspectiva. Adotar uma perspectiva agrária tem sensibilizado seu olhar para tal, e tantas vezes para encontrar os dados textuais que falam a essas preocupações de forma altamente desenvolvida. Ela se permite redescobrir o Antigo Testamento como uma fonte de riqueza espantosa de estímulo, reflexão, oração e ação sobre o tema principal de nossa época.


O padrão básico dos capítulos para Davis é estabelecer um diálogo entre os aspectos particulares de pensamento agrários e leitura crítica de textos selecionados para estimular a nova interpretação, tanto histórica (enriquecer a nossa compreensão do que significava esses textos ao seu público original) e teológica (ajustando as poderosas reivindicações que eles fazem sobre aquilo com uma consideração particular para o Antigo Testamento ou as tradições dele derivadas, cristãs, judias e muçulmanas, especialmente).


sábado, 10 de abril de 2010

Novas Perspectivas sobre a Ressurreição

(New York: Doubleday, 2008) 192 pp., $18.95 (hardcover)






 
Craig C. Evans e N.T. Wright - Jesus, the Final Days
(Louisville: Westminster John Knox, 2009) 126 pp., $14.95 (paperback)







Revisado por John Merrill

O que acontece com uma pessoa após a morte é um mistério que tem provocado tanta especulação intensa como nenhum assunto ponderado pela humanidade. A noção de que Jesus de Nazaré, depois de ser crucificado pelos soldados romanos, foi posteriormente ressuscitado da morte postula uma forma singular da assim-chamada ressurreição. Este evento, conforme relatado no Novo Testamento, é uma pedra angular da fé cristã, bem como uma fonte aparentemente interminável de comentário e debate.

Dois livros recentes oferecem insights frescos e cativantes sobre o tema da ressurreição, com base em evidências arqueológicas, bem como as fontes bíblicas e extra-bíblicas. Um é The Ressurrection, de Geza Vermes, um estudioso altamente respeitado e professor emérito de estudos judaicos na Universidade de Oxford. A outra é Jesus, the Final Days, um esforço conjunto por Craig C. Evans, professor de Novo Testamento no Acadia Divinity College (Canadá), e N.T. Wright, bispo de Durham (Inglaterra), ambos estudiosos amplamente divulgados e respeitados.

sábado, 3 de abril de 2010

A última Noite de Jesus com seus discípulos: Um Estudo do Ambiente Histórico e Moldura Arqueológica da Última Ceia

Hannaniah O. Pinto and James W. Fleming
(LaGrange, GA: Biblical Resources, LLC, 2008) 239 + vi pp.,

Em cada um dos quatro Evangelhos, há uma quantidade desproporcional de material sobre a última semana de Jesus em Jerusalém, especialmente nas últimas 24 horas, assim que vem como surpresa nenhuma que livros inteiros são dedicados a este curto espaço de tempo. Um dos mais recentes, de Hannaniah Pinto e James Fleming, do Biblical Resources, LLC, e Explorations in Antiquity Center (Fleming também é membro do conselho editorial BAR de consultoria), sugere pelo seu título e subtítulo que se trata de um estudo sobre a Última Ceia, na última noite passada de Jesus com seus seguidores. Mas é muito mais que isso.


Em quase 240 páginas ricamente ilustradas, Pinto e Fleming aplicam Última Ceia, no contexto dos ensinamentos de Jesus e a crucificação, bem como no contexto mais amplo da história do Êxodo, a Páscoa e as tradições da cultura romana. O primeiro capítulo,"A primeira Páscoa”, inclui a discussão da vida e da escravidão no Egito, as pragas, a permanência no deserto, as referências bíblicas para a Páscoa, e do seu respeito ao longo da história israelita, até o período do Segundo Templo. No capítulo 2, "Páscoa na Época Romana", os autores cobrem tudo, desde o reino dos Hasmoneus e da conquista romana ao culto imperial e ao crescimento dos zelotes. Capítulo 3 aborda o complexo quebra-cabeças da última semana de Jesus, incluindo o Domingo de Ramos, a expectativa messiânica, o cenáculo da última ceia, o jardim de Getsêmani, a prisão e os julgamentos de Jesus, a crucificação e sepultamento, bem como o simbolismo relacionados a esses eventos.
Nos capítulos 4 e 5, os autores atingem o cerne do seu tema: "A Busca da Última Ceia" e "Ensinamentos de Jesus na Última Ceia." No primeiro caso, a discussão vai das salas de jantar e posições inclinadas na refeição a significado de costumes e prioridade de assentos. Isto dá um novo significado para as referências da Bíblia para o discípulo amado "reclinado ao lado [ou no seio de] Jesus" (João 13:23) e "aquele a quem eu dou este pedaço de pão quando eu o tenho mergulhado no prato "(João 13:26). O capítulo final (Capítulo 5) explica o significado de muitos dos ensinamentos de Jesus, como lava-pés, a videira e dos ramos, o pão e o vinho, o bom pastor, a refeição de aliança e recordação.